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Aula Magna com ministro Luís Roberto Barroso encerra ano letivo da Escola Judicial do TRT da 2ª Região

Corregedoria


O avanço da internet e das novas tecnologias mudou as relações interpessoais, a forma como consumimos produtos e serviços, e democratizou o acesso à informação. Por outro lado, trouxe a disseminação de notícias falsas, propagadas especialmente pelo WhatsApp. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, vivemos num cenário de retrocesso civilizatório provocado pela naturalização da mentira, e o Judiciário deve estar preparado para enfrentar as consequências disso.

As reflexões foram apresentadas pelo magistrado na terça-feira (6/12) durante o encerramento das atividades da Escola Judicial do TRT da 2ª Região, oportunidade em que também palestrou a juíza do TRT-1 Roberta Ferme Sivolella.

Segundo o magistrado, a checagem de fatos que antes era feita pela imprensa tradicional foi substituída pelo envio de informações alimentadas por algoritmos que apenas confirmam interesses do indivíduo. Isso cria “tribos” cada vez mais apartadas que não compartilham um patrimônio comum de fatos; apenas se pautam por discursos radicais ou inverídicos em sua maioria. “As pessoas têm direito de discordar das decisões, mas não de mentir e ofender. Respeitar o ponto de vista do outro não significa abrir mão da própria convicção”, opinou.

Durante a aula, Luís Roberto Barroso abordou ainda o protagonismo do Judiciário na mídia e na vida dos brasileiros. Falou também de mudanças na sociedade com as quais o direito já está lidando, como o trabalho por aplicativos, a extraterritorialidade do trabalho bem como a eliminação de empregos antigos e a criação de novos.

Com relação aos temas de Direito do Trabalho que chegaram ao Supremo, o ministro destacou os princípios que considerou ao julgar questões sobre terceirização, planos de demissão incentivada e pagamento de custas e honorários em caso de sucumbência. Entre os pontos citados estão a garantia de aplicação dos direitos fundamentais constitucionais, a preservação de empregos e a remoção de obstáculos à formalidade.

Na ocasião, a desembargadora-presidente do Regional, Beatriz de Lima Pereira e o presidente da Ejud-2, Alvaro Alves Nôga, agradeceram os palestrantes, o público presente e afirmaram estarem especialmente honrados com o saber compartilhado pelo ministro.

Compuseram a mesa de atividades, a vice-presidente administrativa, Maria Elizabeth Mostardo Nunes; o vice-presidente judicial, Marcelo Freire Gonçalves; o corregedor regional, Eduardo de Azevedo Silva; a ouvidora, Sueli Tomé da Ponte; a vice-presidente da Escola, Regina Aparecida Duarte; e o juiz Bruno José Perusso, presidente da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho.

Ocorrida no auditório do Fórum Ruy Barbosa, a iniciativa contou com audiodescrição e o recurso de Língua Brasileira de Sinais. A apresentação musical foi de Camilo Carrara, Marco Cancello e da juíza Sandra do Santos Brasil. Para acessar o álbum de fotos, clique aqui.

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