Iniciativa busca aprimorar o armazenamento e a coleta de dados de gravações de audiências e outras mídias digitais.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, por meio da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações (Setic) e em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 12º Região (Santa Catarina), apresentaram plano de evolução do sistema Acervo Digital ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
O Acervo Digital é um espaço informacional que recebe e armazena todas as mídias gravadas nas unidades judiciárias, especialmente os depoimentos colhidos em áudio e vídeo nas audiências, bem como as mídias apresentadas (upload) por advogados para servirem como prova nos processos judiciais. A plataforma permite a guarda dos arquivos e sua consulta a qualquer tempo, com observância de elevados padrões de segurança cibernética. O aperfeiçoamento desse sistema irá proporcionar melhor desempenho, usabilidade e integração com produtos digitais nacionais da Justiça do Trabalho.
De acordo com o juiz auxiliar da Presidência do TRT-2, Luis Fernando Feóla, o aperfeiçoamento do sistema proposto viabilizará uma maior aderência dos tribunais, trazendo autonomia tecnológica à Justiça do Trabalho, além de prevenir efeitos orçamentários que o uso de outras plataformas pode acarretar.
A ferramenta de transcrição de alta performance Anchieta
Com a evolução do Acervo Digital, a ferramenta de transcrição inteligente Anchieta, terá um ganho de performance e assertividade. O Anchieta foi desenvolvido pela Setic do TRT-2 sob a coordenação do juiz auxiliar da Presidência Luis Fernando Feóla e apoio institucional do Desembargador Daniel Guimarães, coordenador do Subcomitê Regional do PJe, além da supervisão técnica do diretor da unidade Oswaldo Leme e dos servidores do Núcleo de Inteligência Artificial do TRT-2 (criado em 2024) e aguarda liberação do CSJT para implantação.
O nome da ferramenta de transcrição faz referência a José de Anchieta, personagem histórico reconhecido pela atuação como tradutor entre o português e o tupi-guarani, facilitando a comunicação à época do descobrimento do Brasil. Desenvolvida com base em critérios técnicos voltados à escalabilidade, à segurança e à integração ao PJe.
Os aprimoramentos tecnológicos no Acervo Digital irão permitir a estruturação das mídias e a captação mais assertiva e célere dos diálogos para uso por ferramentas de transcrição, dentre outras utilidades, inclusive melhorias na performance de upload de mídias.
O diretor da Setic, Oswaldo Leme, destaca que a área de TI do TRT-2 “está preparada para atuar em parceria com outras co-irmãs para melhorar ainda mais o Acervo Digital e ferramentas de transcrição, como o Anchieta, de modo rápido e seguro”.
A expectativa é de que essa iniciativa de evolução facilite que outras ferramentas digitais possam tirar proveito do banco de dados de modo mais preciso, trazendo importante contribuição para a Justiça do Trabalho.


